Operação contra desmanches irregulares termina com três presos e dois estabelecimentos lacrados em Mogi Guaçu
25/02/2026
(Foto: Reprodução) Operação contra desmanches irregulares termina com três presos em Mogi Guaçu
Uma operação da Polícia Civil contra desmanches irregulares prendeu em flagrante três responsáveis por estabelecimentos automotivos, nesta terça-feira (24), em Mogi Guaçu (SP).
Três lojas foram autuadas e dois galpões anexos aos estabelecimentos lacrados devido à quantidade de peças irregulares encontradas.
Os policiais apreenderam, pelo menos, 359 peças automotivas, incluindo itens proibidos, como airbag, e recuperaram um carro roubado. Além disso, segundo a Polícia Civil, também encontraram mais de 100 carcaças de veículos que haviam sido desmontados.
"Muitas peças encontradas lá não tinham o selo de rastreabilidade, que é o 'RG' de identificação daquela peça. Também foram encontradas peças com o número de identificação raspado ou suprimido, e até mesmo um veículo roubado", relata Marcel Fehr, delegado titular da DIG Campinas.
Todos os locais foram submetidos à perícia e serão submetidos a medidas administrativas, ainda conforme a polícia.
Segundo Luiz Fernando Dias Oliveira, delegado da DIG Campinas, os três detidos irão responder por crimes contra as relações de consumo, de receptação qualificada e adulteração de sinal identificador. Um dos suspeitos já tinha passagem pela polícia.
Galpões anexos
Operação contra desmanches irregulares termina com três presos e dois estabelecimentos lacrados em Mogi Guaçu
Polícia Civil/Divulgação
Os estabelecimentos eram credenciados e tinham o alvará para o funcionamento. Apesar disso, segundo a polícia, eles estavam atuando de forma ilegal em galpões clandestinos que ficavam anexos aos comércios que alocavam peças irregulares
"Eles tinham uma parte que estava exposta ao público que estava ok, no entanto, eles tinham anexos a esses imóveis, que não eram de acesso ao público, onde, nos três locais, estavam sendo armazenadas e desmontadas essas peças de forma absolutamente criminosa", complementa o delegado Marcel Fehr.
O delegado Luiz Fernando Dias Oliveira ressalta que apenas os galpões foram lacrados na operação, e que as lojas seguem em funcionamento.
Sem movimentação de estoque
De acordo com Anderson Luis Cervantes, superintendente do Detran, a suspeita de que existia uma atividade irregular nos estabelecimentos surgiu após o orgão notar que não havia movimentação de estoque.
Ou seja, apesar de vender peças, os espaços não estavam sendo abastecidos com mercadoria.
"A gente solicita as notas fiscais para a gente ter a vinculação da compra com a inserção dos dados. Em alguns casos, essas notas não existiam", relata o superintendente.
Envolvimento com furtos e roubos de veículos
Segundo o delegado Marcel Fehr, há indícios de que os estabelecimentos tenham envolvimento com esquemas de furtos e roubos de veículos.
"Seria uma etapa final dessa cadeia de subtração de veículos. É essa etapa final de venda das peças para a colocação em outros carros, dando vida nova a esses veículos roubados", finaliza.
A ação, fase da operação "Peça Legal", busca combater crimes de receptação, adulteração de sinal identificador e comércio ilegal de autopeças.
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