Guarda mata a mulher após discussão durante o próprio casamento em Campinas
10/05/2026
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O guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, foi preso suspeito de feminicídio após atirar e matar a mulher durante o casamento deles, na noite deste sábado (9), no bairro DIC 4, em Campinas (SP).
Segundo o boletim de ocorrência, o casal entrou em luta corporal e familiares conseguiram retirar as crianças do local. Em seguida, o agente pegou a arma funcional, agrediu Nájylla Duenas Nascimento e efetuou disparos, fugindo da residência.
Ainda segundo relatos de testemunhas, o guarda retornou ao imóvel e fez novos disparos contra a mulher. A vítima de 34 anos recebeu atendimento do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
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Em nota, a defesa de Daniel afirmou que acompanhará o caso confiando na investigação técnica e imparcial, destacando que ele se apresentou espontaneamente e colaborará com as apurações.
O advogado disse ainda que buscará a liberdade provisória e que "o que realmente ocorreu será debatido pela defesa nos autos". Leia o texto completo abaixo.
Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, foi morta a tiros pelo marido, um guarda municipal de Campinas (SP), durante a confraternização do próprio casamento, na noite deste sábado (9)
Reprodução
Procedimento administrativo
Ainda segundo a Guarda, o próprio guarda teria acionado a corporação, e foi conduzido à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi autuado em flagrante.
"A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência", diz, em nota.
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A corporação destacou que a Corregedoria da Guarda Municipal acompanha o caso para instaurar procedimentos administrativos e disciplinares cabíveis para apurar a conduta do agente.
Informações apuradas pela EPTV, afiliada TV Globo, indicam que o guarda suspeito do crime está na corporação desde 1998.
Segundo a corporação, ele atuava internamente em uma das bases operacionais da guarda municipal.
O que diz a defesa
"O que posso dizer sobre o ocorrido, enquanto defensor do Daniel, é que estarei acompanhando atentamente o caso e confiando plenamente na apuração técnica (pericial) e imparcial das circunstâncias.
O procedimento ainda se encontra em fase investigativa, sendo indispensável a preservação de todos as garantias constitucionais da defesa, que é assegurado a todos os cidadãos.
Daniel se apresentou espontaneamente, em momento algum imaginou fuga, se apresentou ao comando da guarda municipal e colaborará com as investigações.
Na data de ontem, em audiência de custódia, se apresentou ao Juiz de Direito, o qual entendeu por manter sua prisão baseado tão somente na gravidade do crime, não se discutindo neste momento a motivação ou qualquer argumento defensivo/acusatório; trata-se de um procedimento de garantia individual de verificação da regularidade da prisão.
Ainda insistiremos na liberdade provisória por entender que se trata de pessoa com direito constitucional assegurado de responder em liberdade, sendo guarda municipal desde 1998 e idôneo, sendo que o malsinado ato será clarificado nos autos oportunamente.
A dinâmica dos fatos, o que realmente ocorreu será debatido pela defesa nos autos, e duramente através das garantias da ampla defesa.
Mas, em respeito a memória da vítima e dos familiares envolvidos, este defensor não fará exposição de detalhes da versão apresentada por Daniel e circunstâncias factuais que possui, evitando julgamento precipitado da tese defensiva a ser exposta no processo, mesmo porque ainda temos que aguardar laudos periciais do local dos fatos, inclusive de laudo de corpo delito, disparos e demais diligências que são de suma importância para estruturar a tese defensiva.
Atuarei de forma firme e responsável, buscando que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos dentro da legalidade e do equilibrio.
É uma ocorrência extremamente sensível e grave, em especial por se tratar de feminicídio, que tem assolado nosso país, com pena que foi endurecida, portanto é fundamental que no devido processo legal se possa também lançar o olhar na ampla defesa para ao final se fazer justiça".
Infográfico - Guarda mata a mulher após discussão durante o próprio casamento em Campinas
Arte/g1
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